domingo, 26 de março de 2017

Dizeres que és de alguém é o auge do teu romantismo?


Pode parecer estranho, mas não há nada que mais abomine do que a frase "sou tua". Não critico quem a diz, até porque eu próprio já a usei, mas tenho a certeza que no futuro não quero ser de ninguém e muito menos que alguém seja minha. A posse espelhada numa simples palavra pode parecer inofensiva mas estou certo que na maioria dos casos é mais literal do que possa parecer. E perguntam-me "mas tu não acreditas no amor?", "tu não queres vive-lo?". Confesso que não é uma prioridade nesta fase da minha vida, mas a verdade é que não fecho a porta a essa hipótese porque realmente acredito no amor. Talvez não seja o mesmo amor a que estás habituado, mas acredito. Acredito que é possível estar com alguém que não seja minha. Alguém que seja comigo, com a mesma liberdade e postura que tinha antes de eu aparecer na sua vida. Alguém genuína, com a mesma personalidade e rebeldia que me cativou no primeiro momento. Que não viva em função de mim e não me obrigue a viver em função dela. Que seja ela mesma, apenas com o pormenor de me ter do seu lado. Não acontecerá hoje, nem amanhã, mas no dia que acontecer só assim fará sentido. Com respeito, espaço, personalidade e muito amor. Mais do que amor pela minha pessoa, essa pessoa terá de ter amor por si mesma. Fica aqui o motivo: Se não gostares de ti, porque haverei eu de gostar?



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

"Reparei numa coisa. Tu escreves muito mas nunca falas de amor"

Errado! Nunca falei em nada que não envolvesse amor. O amor vai para além do "amo-te", é bem maior que qualquer palavra e nem sempre é perceptível à primeira vista. Está presente em cada texto, envolvido em pequenos enigmas invisíveis ao teu olhar formatado. Porque eu escrevo como quem ama e tu não lês como pessoa amada. Simplesmente lês. Conhece-me um pouco e percebe: eu só falo das minhas paixões. Há anos que sou incapaz de gastar uma nesga de tinta que seja a escrever sobre algo que não me cative, que não me prenda, que não preencha pelo menos um milímetro quadrado do meu coração. E sempre que a cabeça pede a caneta transforma-se numa espécie de ligação directa entre o meu coração e o meu pequeno caderno. Sem filtros. Num pequeno processo que me deixa mais a nu que qualquer duche matinal. E nem sempre essa nudez é digna ou possível de ser partilhada. O coração nem sempre nos traz a melhor das poesias. E nem sempre a melhor das poesias é possível de ser partilhada. Mas diz-me, ainda tens assim tanta certeza que eu nunca falo de amor?



sexta-feira, 24 de junho de 2016

Cuida do teu jardim!



   Nem sempre o mais inteligente é nos forçarmos a estar bem. Por vezes basta parecer, manter as aparências e a noite em que a cabeça está fria o suficiente para processar tudo e a tranquilidade substitui a apatia acaba por aparecer. Afinal de contas, de que adianta forçarmos a felicidade em momentos que não somos capazes de lutar por ela? Ninguém desfruta dos raios do sol quando está no fundo do poço! Cuida do teu jardim, mesmo quando a casa está em obras.


domingo, 10 de abril de 2016

Escrevendo e Descobrindo





   A caneta sempre foi uma extensão do meu corpo, um pequeno instrumento que me permite exprimir de forma clara e simples tudo aquilo que penso e sinto. A escrita é parte obrigatória do meu processo de pensar sobre a vida, de procurar soluções para os problemas e de tentar perceber o que sinto sobre algo ou alguém. Na maior parte das vezes, só enquanto escrevo ou após escrever é que me torno capaz de desconstruir a minha mente, tirar conclusões ou tomar decisões sobre os mais variados pontos da minha vida. Infelizmente, nos últimos meses essa minha pequena extensão tem estado um tanto ou quanto preguiçosa, um pouco à minha imagem actual. E quando algo que é tão essencial para o nosso equilíbrio deixa de acontecer é um terrível indicio e o resultado acaba por ser catastrófico. Decisões deixam de ser tomadas, pequenos passos deixam de ser dados, não se constrói nenhum trajecto e, perante tamanha apatia, quando nos apercebemos temos a vida totalmente estagnada. E se há algo que fui aprendendo ao longo da vida é que devemos procurar dar passos em frente, eventualmente podemos ter que dar alguns passos para trás, mas parados é que nunca podemos estar. A estagnação e o conformismo limitam a nossa evolução. E é exactamente assim que tenho estado nos últimos tempos: estagnado, sem qualquer evolução. Não é bom, não é saudável, mas de animo leve, perante um excesso de acontecimentos e sentado à sombra do meu conformismo idiota, fui permitindo que isso acontecesse sem sequer me preocupar. Pior do que isso, tranquei-me por completo e, talvez por medo ou por uma inconsciente vergonha, não permiti que ninguém estivesse perto o suficiente para o perceber. Com o cérebro ligeiramente anestesiado, fui-me tornando aquilo que tanto critico que exista na juventude de hoje em dia, tornei-me apenas mais um ser que flutua pela vida, que vai ao sabor do vento e não procura um rumo. E eu sei que não sou assim por natureza. Mas descobrir tudo isto já foi um passo, o passo que vai levar a um novo rumo. 
E querem saber a melhor? Descobri tudo isto enquanto o escrevia.




segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016




   Se amanhã grande parte daquilo que consideras a "tua vida" se alterar, tens um plano B? Se amanhã acordares e a tua visão daquilo que te rodeia mudar e não fizer o mínimo sentido, sabes como reagir? A vida é uma caixa de surpresas, dá muitas voltas e em conjunto com a mente humana prega as mais diversas e inesperadas partidas. Do nada! Com ou sem motivo. Aquilo que em tempos vimos como o nosso passado, como "alguém que já fomos" e tivemos orgulho em não ser mais, por vezes volta e assombra o nosso presente. E quando isso acontece por mais pessoas que estejam do nosso lado, ficamos a sentir-nos sós, porque torna-se complicado aceitar ou procurar companhia quando não somos capazes de nos reconhecer a nós próprios. É um processo, uma fase em que ficamos na dúvida entre exorcizar o "eu passado" que nos possuiu ou deixa-lo retomar por ser a forma "mais fácil" de encarar a vida. Talvez seja um pouco complexo mas só o tempo nos poderá dar as respostas necessárias.


domingo, 16 de agosto de 2015

O Mundo é Nosso!

   



   Vivemos no máximo uma centena de anos, normalmente passados num espaço reduzido deste planeta ao qual chamamos Terra. Experienciamos um número limitado de situações e acabamos por desconhecer e não compreender infinitas realidades por outros vividas. Sofremos, desfrutamos, rimos, choramos e, acima de tudo, aprendemos com tudo aquilo que o “destino” se encarrega de colocar no nosso caminho. Uma dádiva, a meu ver. Todas as situações, principalmente as mais complicadas, são uma fonte de sabedoria e sem elas muitos de nós seriamos meros corpos a vaguear por cá, sem ponta de tempero que desse aquele gostinho especial à personalidade que vamos desenvolvendo. E se é verdade que existem imensas coisas que não controlamos e que aparecem com estrondo, é também verdade que somos nós que controlamos a forma como encaramos a vida e os nossos problemas. Se optarmos por baixar a cabeça conformados, nos massacrarmos como se tivéssemos o Mundo às costas e deixarmos que nuvens carregadas de negatividade cobram o nosso céu, é óbvio que qualquer problema nos vai parecer o fim do Mundo. Mas se, em vez disso, encararmos as dificuldades da nossa vida de forma natural e realista, como algo a que temos de dar a volta e ultrapassar, os problemas acabam por ser relativizados e a vida não se tornará perfeita mas pelo menos acabará por ser mais simples, mais vivida. 
   A vida não é um cubo de Rubik que premeia apenas os mais sábios ou sortudos. Todos somos capazes de a viver bem, “basta” simplificar. 


quinta-feira, 14 de maio de 2015



   Revolta em relação ao bullying? Não, apenas fogo de vista. Virou moda falar nisso, publicaram-se vídeos e fotografias e soltaram-se palavras de revolta como se tudo aquilo fosse novidade. Quando a moda passar todos irão esquecer o assunto e ninguém tentará sequer descobrir qual é afinal a origem do bullying. E, muito sinceramente, penso que todos vêem o bullying como um problema dos outros, quando na verdade todos têm alguma responsabilidade naquilo que está a acontecer. É um problema que nasce na educação que damos aos nossos. Enquanto existir tanto preconceito e a violência “gratuita” (física e verbal) for considerada aceitável nada irá mudar. E não pensem que mudando isso se vai conseguir eliminar termos como “caixa-de-óculos”, “dumbo” e “baleia” do vocabulário das crianças, isso nunca irá acontecer. Elas próprias, estando na idade do pico da criatividade, irão utilizar esses termos sem que ninguém lhes precise de ensinar e ainda irão criar outros. São nomes cruéis? São. Mas a educação que damos às crianças passa também por ensina-las a defenderem-se e a relativizarem isso, porque é precisamente na infância e na adolescência que desenvolvemos as defesas necessárias para enfrentar a vida adulta. 

   Por isso, revoltem-se, tentem mudar as coisas partindo pela educação que dão às crianças que vos são próximas, mas por favor não sejam nem criem florzinhas de cheiro. 


sexta-feira, 3 de abril de 2015


   Sempre ouvi dizer que depois da morte ganhamos imensos amigos, o Manoel de Oliveira ganhou perto de 10 milhões.


   Peço um minuto de silêncio... E não, não é pela morte do Manoel de Oliveira. O motivo é outro, bem mais grave. Um minuto de silêncio pelo renascer da hipocrisia de imensas pessoas deste belo país.

   Dia 2 de Abril de 2015, sai a noticia da morte de Manoel de Oliveira, realizador de cinema com 106 anos. Instala-se o caos nas rádios, televisões e até nas redes sociais. Em todo o lado se ouvem e lêem declarações de pesar pela morte daquele que "nunca ninguém irá esquecer", de um "grande artista", um "realizador fora de série". Aquele que em vida era mais reconhecido pela sua longevidade do que pela qualidade do seu trabalho passa a ser um "ícone", um "génio" para todos os apreciadores da 7ª arte, até na boca de quem nunca viu nenhum dos seus filmes. Ainda conseguem dizer que isto não é a hipocrisia no seu estado mais puro? E não se enganem, eu tenho todo o respeito pelo Manoel de Oliveira... Nunca vi um filme dele, mas reconheço-lhe o espírito trabalhador que sempre teve, nunca deixando de trabalhar mesmo quando toda a gente lhe indicava o caminho da reforma. Para além disso, não posso deixar de admirar alguém que conseguiu viver 106 anos em Portugal, principalmente trabalhando numa arte que por cá é tão pouco valorizada. Lamento a sua morte, não sou insensível à morte de um ser humano! Mas para mim ter respeito não é elogia-lo em todas as televisões nacionais, dar-lhe tempo de antena (que já enjoa) como nunca teve ou publicar um post no Facebook sobre o quão ele era importante para o nosso país. Ter respeito é dar o espaço necessário para aqueles que verdadeiramente o admiravam lhe prestarem a devida homenagem. Com toda a certeza, que o próprio Manoel de Oliveira não iria gostar de ver todo este aparato "hipócrita" que se montou. Gostava imenso que as nossas gentes ganhassem consciência disso, para que casos como este não se voltassem a repetir.


terça-feira, 31 de março de 2015



   "Estima quem te estima se quiseres ficar por cima"


   Palavras leva-as o tempo... Esta é uma grande lição que várias vezes se repete ao longo da vida, seja a nível pessoal ou até mesmo profissional. Mas como podemos "combater" esse mal que é confiarmos e nos iludirmos com aquilo que nos dizem? Confia... Mas nas atitudes, naquilo que é demonstrado, nas pessoas que são constantes na tua vida. As palavras podem ser bonitas e aconchegantes mas se não vierem acompanhadas de atitudes condizentes não passam de "show-off" sem qualquer significado. E quando assim é, o mais provável é que sejam meras ilusões que acabam por ser "desmascaradas" pelas atitudes futuras. Lembra-te disso, pensa nisso em relação a quem permites que esteja presente na tua vida e, acima de tudo, revê todas as tuas palavras e atitudes para com os outros e verifica se são coerentes. Por vezes também erramos, mesmo que seja de forma involuntária.

   Nota: Quando te consegues valorizar, ter auto-estima e auto-confiança é muito mais complicado alguém te conseguir iludir com meras palavras.


terça-feira, 24 de março de 2015

   

   "Um pequeno vazio onde algo simples podia encaixar."

   Um vazio... Um pequeno vazio faz-me sentir que algo falta na minha vida. Algo de bom, algo simples. Não precisa, nem deve ser algo grandioso. Mas não se confunda "simples" com "fácil", a facilidade também é "uma cena que a mim não me assiste". Basta ser algo que me alegre, me motive, me faça sentir útil e que altere um pouco a minha rotina. "Algo" que será difícil de "encontrar", principalmente por não fazer a mínima ideia do que se trata ao certo. 

   (Não me sinto completo, nem pretendo. Mas também não me sinto mal, simplesmente este vazio faz com que não consiga estar ainda melhor)


quinta-feira, 12 de março de 2015

 


   "Queres saber o sentido da vida? P'rá frente!"

   Já todos nos questionamos sobre o verdadeiro sentido da vida, de onde viemos, para onde vamos... Tantas são as questões e tão poucas as respostas encontradas. Mas para quê? Valerá a pena nos questionarmos em vez de vivermos a vida naturalmente? Na minha modesta opinião, não. Devemos desfrutar daquilo que a vida nos "dá". E não, não sou um optimista despreocupado! Quando falo em desfrutar refiro-me a tudo, aos bons e aos maus momentos. Tudo nos traz um novo ensinamento desde que estejamos dispostos a viver sem medo e com plena consciência que até a nossa vida não é totalmente controlada por nós. "O quê? Acreditas que existe um ser superior que tem o poder de nos controlar?" Não! Longe disso. Simplesmente sei que não vivo sozinho no Mundo, sei que posso decidir se viro à esquerda ou à direita mas não posso controlar o que vou encontrar no caminho que escolher. E são esses pequenos "encontros" que por vezes nos fazem questionar tudo e mais alguma coisa, quando na verdade devemos aceita-los, aprender com eles e seguir o único sentido que a vida tem: p'rá frente! É certo que há acontecimentos negativos que nos marcam, é normal que alguns demorem bastante tempo a ser "esquecidos", mas será que vale a pena estar constantemente a olhar para trás e questionar o "porquê", mesmo sabendo que essa pergunta nunca terá uma resposta que nos satisfaça? Há que aceitar sem olhar para o céu, sem ter de encontrar um culpado, sem pensar que existe um motivo para aquilo ter acontecido. Há que seguir em frente e não baixar os braços. Não é um acontecimento negativo que nos tira a possibilidade de lutar por uma imensidão de coisas boas que estão ao nosso alcance.



sábado, 14 de fevereiro de 2015

 
 

   O Vale do Silêncio é mais esclarecedor que mil e uma palavras. E por vezes, esse vale é bem mais que intencional, é natural, necessário... Porque aquilo que faz a diferença entre algumas "nuvens negras" e um verdadeiro "dilúvio" é a capacidade que temos de filtrar tudo aquilo que pensamos e, neste caso, escrevemos.

   Escrever é uma necessidade, algo que faço de forma tão instintiva que quase salto a etapa de pensar "Humm, vou escrever um pouco". Mas ao mesmo tempo a escrita acaba por ser um confirmar de algo, como se eu tivesse de escrever alguma coisa para ela se tornar real, definitiva. Falo essencialmente de sentimentos, ideias, pontos de vista. Todo o processo de escrita faz com que inconscientemente exercite o meu cérebro sobre os mais variados temas. Desde os mais pessoais como "a falta que tal pessoa me faz", os mais abrangentes como "um ponto de vista sobre princípios de cada um", até aos mais ridículos como "qual será a forma correcta de circular num caminho pedonal?". A verdade é que depois de escrita a última palavra do texto já tenho um sentimento, um ponto de vista ou uma ideia definida, seja qual for o tema sobre o qual me debrucei. E isto chega a ser perigoso... Como costumo dizer, conseguir manter o cérebro "off" em algumas situações é mais do que uma virtude.      

 
   Ps: Este meu pequeno cantinho funciona como um "Boletim Meteorológico" em tempo real e acaba por informar o "mundo" sobre a "temperatura" do dia de hoje. Informa até aqueles que se protegem no conforto do "seu lar".


terça-feira, 2 de dezembro de 2014



 
   Há quem diga que estamos num mês especial porque nasceu um "tal" de Jesus Cristo, mas com todo o respeito eu prefiro pensar que somos nós que o tornamos especial. Especial pelo facto da pouca bondade genuína ainda existente na sociedade estar presente por todo o lado, por termos a capacidade de ser e praticar tudo que deveria existir durante os doze meses do ano. Os sorrisos perante a luz da cidade, a solidariedade para com os mais desfavorecidos, os pequenos gestos que para nós até podem ser insignificantes mas que alegram o dia de outras pessoas... No fundo, seria importante transportarmos a leveza com que vivemos a vida nesta época para os restantes meses do ano, sermos mais humanos e menos centrados no lado material da vida.

   Bem, mas enquanto isso não acontece vamos aproveitar o nosso "pequeno" mês de Dezembro!



domingo, 26 de outubro de 2014

    Raras são as coisas na vida que são claras como água.

 
   "Estima quem te estima
    Se quiseres ficar por cima
    Não dês uma de cabrão
    Para poderes ficar por cima
    O futuro é aquilo que tu fazes no presente
    E o teu karma não tem culpa de seres mau para toda a gente!
    Cá se faz, cá se paga
    E a paz se apaga
    Quanto mais dás guerra
    Mais a vida se enterra..."



domingo, 12 de outubro de 2014


   "A vida de uma pessoa não é o que lhe ACONTECE, mas aquilo que RECORDA e a maneira como o recorda."
    
   O ser humano tem um hábito estranho de sobrevalorizar tudo aquilo que lhe ACONTECE de negativo, acabando por não desfrutar convenientemente das coisas boas que a vida lhe "oferece". Não é regra geral, mas por norma os ACONTECIMENTOS negativos acabam por ter mais impacto no "molde" da nossa personalidade e isso pode justificar um pouco aquilo que tenho escrito nos últimos tempos. "Detesto" escrever sobre coisas negativas mas de certa forma são elas que nos permitem períodos de maior reflexão e os desabafos escritos acabam por surgir naturalmente. Mas será que apenas me ACONTECEM coisas negativas? Sim e Não! Passo a explicar: como ocorre com a maioria das pessoas, ACONTECEM-me coisas boas e coisas más ao longo do tempo. Mas ultimamente, infelizmente, apenas as negativas acabam por ganhar algum relevo devido ao impacto que têm sobre mim. E é neste momento que chega a derradeira pergunta: Mas tu apenas tens coisas más na tua vida? É lógico que não!!! Mas tudo aquilo que tenho de bom são "coisas" constantes, não são ACONTECIMENTOS. E que se desengane todo aquele que pensa que por serem constantes são facilmente esquecidas. Nunca! Amigos e família serão sempre a base de tudo! E da mesma forma que os ACONTECIMENTOS negativos me abalam e fazem reflectir, são as coisas boas que me mantêm vivo e que são RECORDADAS sempre que penso naquilo que vivi, no meu passado. São elas que me dão a possibilidade de ultrapassar toda e qualquer fase negativa. E por muito mal que eu possa estar, estarei sempre grato por as ter. Foram os amigos (do presente e do passado) e a família que me permitiram guardar um "álbum mental" de excelentes RECORDAÇÕES, que me acompanha sempre e me RECORDA do quão a vida é bela.

    E sim, por incrível que possa parecer, tudo que RECORDO da minha vida é bom. Os males são coisas do momento: ACONTECEM, entristecem-me, ensinam-me uma lição mas acabam por passar. Mas o que eu tenho de bom... Bom, isso é eterno!