segunda-feira, 1 de março de 2010

A história dos beijos acabou com algo que existia dentro de mim. Tudo desapareceu num apice, fiquei sem vontade de te ter, sem vontade de te amar. Estranho!, desta vez não parti tudo que estava á minha volta, não tive vontade de morrer. Fiquei sem reacção, dentro de mim cresceu uma vontade enorme de seguir em frente sem olhar para trás, de criar um futuro apartir do nada. E estou eu aqui a pensar que ainda na quarta-feira estivemos juntos, andamos de mãos dadas, falamos olhos nos olhos palavras que já há muito tempo não diziamos. Nesse dia abri o meu coração para ti, disse tudo que tinha para dizer, contei-te a minha vida toda num desabafo sem fim e isso aliviou-me, fez-me chorar mas quem não choraria depois de ter feito tanta merda na vida. Perante ti fiquei desarmado, estendido no chão. Apanhas-te o que restava de mim e fizeste-me sentir boa pessoa, merecedor de uma felicidade que só a teu lado puderia viver. Mas pelos vistos isso foi sol de pouca dura, e mal eu parti voltaste ao que eras antes de tudo aquilo, rejeitaste-me como se eu fosse o maior mal que existe no mundo, fechaste-me de novo a porta da tua vida e abriste apenas uma janela para eu puder assistir a tudo sem puder intervir de maneira nenhuma. Cinco dias depois, sou para ti apenas um desconhecido sem importância. Maldito desconhecido que não passou dum lorpa este tempo todo. Mas esse desconhecido vai acabar, seja de que forma for. Adeus.

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