segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Viagem no Tempo

Vamos passear. Vou-te mostrar uma parte das pessoas que me marcaram até hoje.
Vamos até 1991/1992 e vou-te apresentar aquela pessoa que muito amo e que nem eu tive oportunidade de realmente conhecer. Aqui estamos, na Rua Heróis Chaimite, e aquela pessoa que vês no meio daquele jardim deitado numa cama de rede e com um bébé deitado sobre ele é o meu avô. Ali está ele, uma pessoa dura que era conhecida pela sua maldade e pela rigidez com que educou os seus filhos, a tomar conta de mim com todo o carinho do Mundo. Dizem que eu mudei a vida daquele senhor, que ele mudou por completo no dia 22 de Março de 1991, data do meu nascimento. Infelizmente essa mudança durou pouco tempo, menos de ano, devido à sua morte. Apesar de não me lembrar dele e das histórias que me contam dele (que aconteceram antes do meu nascimento e que não são as melhores), eu não consigo deixar de amar aquele que durante o meu primeiro ano de vida tomou sempre conta de mim. E como me diz muitas vezes a minha avó : "Se aquele homem quando morreu levou alguém no coração dele foste tu, Paulo!".
Agora vou-te deixar escolher uma data. Escolhe um fim de semana qualquer entre o ano de 1998 e o ano de 2004. Estás à vontade, escolhe qualquer um e eu digo-te o que vais ver. Em todos eles vais ver um rapaz alto para a idade, bem rechunchudo, sempre com um sorriso na cara, acompanhado por uma senhora nos seus 50 e tal anos sempre bonita e bem arranjada. O rapaz volto a ser eu e a senhora que esta a meu lado de mão dada é a MULHER DA MINHA VIDA, a minha avó. Ela (que ainda é viva) é com toda a certeza a pessoa que mais amo neste Mundo. Foi ela que ajudou os meus pais a me educarem, foi ela que passeou comigo na minha infância, foi ela que trabalhou muitas horas extra (como metalurgica, porque SIM, ela é uma mulher forte, uma mulher de armas) para me puder dar quase tudo que eu tenho ... (acho que isto chega para perceberes o quão especial ela é para mim). Estás a ve-la? Hoje em dia ela está igualzinha. Já não passeia comigo (talvez pelo egoismo que tenho e que é caracteristico na juventude) mas nunca se esquece de mim e eu nunca me esqueço dela. Gostava que ela soubesse disso... Vivo com o medo constante que um dia ela parta sem saber o quanto a amo e quanto é importante para mim. Eu sei que só depende de mim mas há coisas que são impossiveis de se explicar por palavras e nessas alturas eu prefiro manter o silêncio e abraça-la.

Já conheceste duas pessoas fantásticas! Gostaste? Um dia apresento-te o resto...

1 comentário:

K. disse...

que lindo, tens ali uma música do Frank!