domingo, 20 de março de 2011

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É nestes dias que as palavras nos faltam. Ou se não faltarem, acabam por ser injustas e redutoras perante aquilo que se sente. Por muito que fale de ti, por muito que diga o quanto tu já me ajudaste e a quantidade de vezes que estiveste do meu lado, nunca vou conseguir transmitir por palavras tudo aquilo que tu representas para mim.
Já passaram pelo menos uns seis ou sete anos desde que nos conhecemos. Tudo começou por uma brincadeira de criança em que não havendo nada de mais interessante para fazer durante o tempo de aulas eu escrevi um papel e lancei para ti da janela da sala 28 da ESE. O papel devia dizer algo do genero: "oix nina, és msm windah!", já nem me lembro bem, mas o que é certo é que graças a esse papel começamos a construir uma bela amizade. Nem sempre fomos muito próximos, falavamos muito por mensagem (chulavamos a TMN com as mensagens a pagar no destino que ninguém pagava) mas ainda demorou algum tempo até ganharmos alguma confiança um com o outro. Nessas mensagens começaram as primeiras conversas mais pessoais, na maioria das vezes sobre os namoricos de miudos que tinhamos na altura. Tu desabafavas acerca da paixão que tinhas pelo Xavier (fartei-me de rir ao lembrar-me disso!) e eu falava de uma estupida e longa paixão que eu tinha por uma rapariga chamada Kátia. E com o passar dos meses lá fomos ganhando confiança um com o outro, sempre através de conversas pelo telemóvel porque pessoalmente, devido á minha timidez, nunca tivemos contacto naquela altura. E assim foi, até ao dia em que devido a uma amizade em comum começamos a conviver pessoalmente um com o outro. Admito, foi muito estranho conhecendo-te há vários anos, sabendo a tua vida de trás para a frente e sabendo que tu também sabias a minha, tomar café contigo a primeira vez. Mas ainda bem que isso aconteceu, era uma coisa que eu já queria há muito tempo. Desde que te conheço tudo mudou, nós mudamos, crescemos, ganhamos maturidade e mudamos a nossa atitude perante o Mundo. Mas o mais importante manteve-se... Manteve-se o "nós", a nossa amizade, a nossa cumplicidade, os nossos desabafos e confiança cega que temos um no outro. Nada disso se perdeu com o tempo, bem pelo contrário, tudo isso ficou bem mais forte. A nossa amizade é sem dúvida a prova que uma amizade pode ser para sempre, independentemente da distância e do tempo que às vezes ficamos sem nos vermos ou falarmos. Eu acredito que somos para sempre, porque eu sei que posso estar no fundo do poço, posso perder o meu chão, mas tenho-te sempre do meu lado. És um dos meus maiores pilares, és uma das bases da minha felicidade. Estás sempre presente, seja para elogiar ou para criticar, como um verdadeiro amigo faz. Devo-te muito, muito mesmo. Obrigado por tudo, por toda a ajuda, por todos os cafés, pelas vezes que me animas e pelas vezes que me chamas à razão. Obrigado!

Amo-te imenso, meu leite achocolatado com pacote <3

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