quarta-feira, 7 de agosto de 2013

   « As aparências iludem »

   É certo e sabido que a sociedade actual atribui imenso valor ao exterior, às aparências, à estética. E se quando falamos de objectos eu ainda considero esse valor admissível, cada vez que vejo pessoas serem avaliadas apenas pelo seu exterior fico com a sensação que o Mundo está perdido. Mas desde quando é que se vê o valor de uma pessoa apenas por aquilo que aparenta? A beleza de uma pessoa é o suficiente para manter o interesse numa relação? Será que a imagem "vende" mais que um bom cérebro ou que uma personalidade fascinante? Custa-me acreditar que tudo isto seja é verdade.
   E embora entenda a pressão que é causada por esta "sociedade de aparências", custa-me ainda mais perceber que haja quem deixe a sua auto-estima ser governada pela noção que tem da sua própria imagem. A nossa auto-estima devia basear-se naquilo que somos enquanto pessoas e no que somos capazes de realizar. E quando se troca tudo isso pela imagem que temos, (na maioria dos casos) o resultado é desastroso e perde-se a auto-estima e o amor pela personalidade que possuímos. O segredo está na capacidade de "olharmos" para nós mesmos de olhos fechados, "vendo" apenas aquilo que não é possível vislumbrar à primeira vista. E se formos capazes de ver os outros da mesma forma, perfeito!
   Admito que é agradável observar pessoas bonitas, mas mesmo sabendo que para muita gente a beleza é "lei", continuo a ser um "delinquente" e a achar que há imensos valores que se sobrepõem à estética. A genuinidade, a compreensão, o bom humor, a simpatia, a solidariedade, a competência, o conhecimento, a humildade, o altruísmo, etc.

   NÃO HÁ NADA MAIS NOSSO QUE A NOSSA PERSONALIDADE!


3 comentários:

Kate disse...

tens razão, e quem me dera que fosse assim tão simples :)

Amy disse...

r: Ahaha, é o meu nome verdadeiro.

Jéssica Almeida disse...

Gosto muito (: