quarta-feira, 7 de maio de 2014

   Hoje, mais do que nunca, percebo que não vale a pena lutar por algo que morreu à nascença. Todos os esforços para te manter na minha vida são inúteis, apenas acabam por me proporcionar dor. E enquanto isso acontece vejo-te fazer asneira atrás de asneira, como se nada fosse. E no fim de qualquer uma delas, já a frio, acabas por me falar normalmente como falariam dois velhos amigos que nunca tiveram problemas. Mas eu invejo-te por isso, pela forma como dormes tranquilamente enquanto o teu "fantasma" me assombra pela noite dentro, pela forma como a tua ignorância te iliba de toda e qualquer "culpa".
   És assim e só tenho de respeitar. Não sei lidar com isso, mas há-de haver quem saiba. E, sem o saberes, já tomaste uma decisão melhor do que qualquer uma que eu pudesse tomar: afastar-me. Porque no final de contas prefiro ser uma pequena mas bela lembrança do teu passado do que me tornar uma pedra no sapato no presente.



5 comentários:

Kate disse...

andamo-nos a falhar mutuamente pelo que vejo :) dizia-te algo reconfortante mas a tua última frase parece-me boa. Pessoas não são fretes e portanto não devem ser tratadas como tal.

Take care <3

Ana Fernandes disse...

Obrigada, é o meu cantinho :
Segui de volta *

Ana Fernandes disse...

e adoro o texto :)

Ana Fernandes disse...

temos diferença de 2 dias eheh :p
Também não ligo muito mas gosto de saber algumas coisas :)

Jéssica Almeida disse...

Gosto muito !
Retrata a realidade não só tua, mas de muita gente.
Pessoas diferentes em mundos iguais.
(: